OPINIÃO: o poder das Olimpíadas | Felipe Tedesco Orlandi

Neste domingo (8), encerraram-se as Olimpíadas adiadas de Tóquio, trazendo consigo diversos ensinamentos e uma quebra de recorde brasileiro no número de medalhas, o que de fato é uma grande vitória e orgulho aos medalhistas, […]


Publicado por Felipe Vicari

há 11 meses atrás

Compartilhar

Neste domingo (8), encerraram-se as Olimpíadas adiadas de Tóquio, trazendo consigo diversos ensinamentos e uma quebra de recorde brasileiro no número de medalhas, o que de fato é uma grande vitória e orgulho aos medalhistas, que em sua maioria, possuem auxílios mínimos para praticar seu esporte e representar a nação no maior evento do mundo.

As Olimpíadas tem sua origem na Grécia Antiga, em que os havia competições entre os cidadãos das cidades-estado a fim de promover a harmonia e bom convívio entre as raças. Muito embora tenhamos presenciado inúmeras situações de profunda harmonia, vimos uma briga ferrenha entre Estados Unidos e China no topo da tabela de medalhas, para sagrar-se “campeão” das Olimpíadas de Tóquio. Mas o que significa essa briga incansável para figurar no topo do quadro de medalhas?

Em tese, o país com mais número de medalhas não recebe nenhuma premiação do Comitê Olímpico, mas o fato de liderar causa efeitos políticos importantes e no confronto de egos entre os países e as formas de governo, como claramente vivenciamos desde o pós-guerra mundial.

Dificilmente poderíamos falar sobre os efeitos práticos do resultado das Olimpíadas sem adentrar nesse tema – política e forma de governo. Obviamente, os EUA estão mantendo sua hegemonia no topo do quadro de medalhas há anos, expressando aos quatro ventos de que a sua forma de gestão seria mais adequada e que sua nação é de superior as demais. Mas como explicar essa queda de rendimento e escândalos de pressão sobre ícones esportivos nacionais?

Sendo um país historicamente competitivo, a pressão excessiva impondo a excelência de seus representantes poderia estar ocasionando efeito reverso? É uma pergunta sem resposta, levando em conta que a China, sua maior rival esportiva, econômica e política, é tão fechada que não possuímos informações ou até mesmo seus atletas não são capazes de virar-se contra seu país a fim de protestar por condições, quem sabe, de opinar ou desistir de representa-lo nas Olimpíadas.

Tudo isso para dizer que não devemos nos limitar ao governo exercido por “a” ou “b” foi melhor e chegar a uma conclusão: nossos atletas são de fato guerreiros, lidam com a total adversidade de um país que possui histórico em não incentivar – tanto moral quanto financeiramente – as práticas esportivas, os quais não são depositadas obrigações externas, apenas a dedicação e o fogo do desejo olímpico em se tornar um dos melhores atletas do mundo no maior evento esportivo da Terra.

Parabéns a todos atletas que representaram a bandeira brasileira, e cumpre dizer que não importa a linha de governo que estará gerindo o país, os atletas representam a nação brasileira, com todas suas características e lutas, e não um grupo seleto de governantes que desonram todo o esforço e sacrifício despendido por esses atletas.

Foto: Charly Triballeau/AFP

Felipe Tedesco Orlandi é advogado estabelecido na cidade de Garibaldi. Amante de um bom vinho e de boas conversas, Orlandi contribui trazendo leveza em seu conteúdo, apresentando textos que abordam assuntos relevantes e que influenciam no desenvolvimento e convívio da sociedade.

“Acredito que a melhor maneira de haver crescimento intelectual e humano de uma sociedade passa pela informação, devendo ser ela prestada com clareza e analisando os mais diversos pontos existentes de uma discussão. Pretendo aqui contribuir com minha expertise para essa devida finalidade.”

Generic placeholder image
Por Felipe Vicari

há 11 meses atrás

Compartilhar
    play_arrow
    lens

    AO VIVO | PROGRAMA

play_arrow
lens

AO VIVO | PROGRAMA

Tempo agora

Loading...
weather icon

°C

Parceiros

previous arrow
next arrow
Slider